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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O que é Agartha?


Como toda figura misteriosa, o tema da Agartha se presta a muitas interpretações.
Já na literatura tibetana, Shambala –que é uma realidade semelhante-, era descrita de três formas: como um mito geográfico, como uma cidade real e como um caminho espiritual.

Serge Raynaud de la Ferrière descreve a Agartha como um local onde os sábios, os mestre s e os iluminados se reúnem para deliberar sobre os destinos da Terra. Este conclave agarthino a princípio é periódico e se destina a inaugurar uma nova civilização –tal como a lenda nahua afirma ter ocorrido em Teotihuakan, no Planalto central mexicano, na ocasião da abertura do Quinta Era solar –e que se destina a reproduzir na abertura do Sexto Sol, neste ano de 2012...

Seguramente o tema se relaciona aos centros primordiais de luz e às grandes escolas iniciáticas, que podem ser grandes mais no espírito que na forma, ou ocultas como um iceberg, daí o epíteto de “inacessível”,“inalcançável” ou “invisível” da Agarha. Especialmente aquelas escolas de maiorvisão e sabedoria, pautada pelo amo e sacrifício (sacerdócio), que movidas pela compaixão alcançam influenciar o meio circudante criando assim toda uma região superiormente organizada...

Existe uma visão popular e mística que situa a Agartha no centro da Terra, segundo a teoria da “Terra-oca”. Perfiladaà tradição tibetana e muitas outras, a Escola Agartha F.M. adota uma visão análoga, porém geográfica e não geológica, e isto também vai de acordo com a visão do grande divulgador da lenda agarthina que foi o Marquês de Saint Yves d’Alveydre.

De modo que estamos tratando de uma hierarquia de centros espirituais, onde a divindade se situa ao centro (Shambala), cercado pelo grupo apostólico (Agartha), logo vem a raça-raiz (Duat,Vaikuntha), e por fim as massas humanas (“face da Terra”).

E tal como ilustram as tankas tibetanas, existe uma numerologia cabalística padrão de 3-7-12 para organizar tais esferas, que diz respeito à manifestação do Espírito, da Alma e da Personalidade. Tal coisa tende a encontrar ainda um reflexo na altitude geográfica, assim como na latitude, de modo que os centros primordiais tendem a ocupar lugares mais frios e elevados, como forma de refinar a cultura local e provar os candidatos. Ali onde prevalece a qualidade, a quantidade já não é mais tão procurada.

O mesmo Saint Yves d’Alveydre associa a Agartha ao regime da Sinarquia, social e não-político no seu dizer, um sistema de “governo conjunto” onde não existe a necessidade de optar entre “isto ou aquilo” ou entre “este ou aquele”, porque todos os representantes sociais estão presentes e atuam em consonância. Contudo, mais do que a Sinarquia caracterizar um lugar chamado Agartha, cabe ver que, como diria La Ferrière, ali onde os sábios estão reunidos é a Agartha. Podemos talvez ter um êmulo, no fato dos nahuas empregarem o termo Tula (a mítica “cidade das origens”, o centro espiritualprimordial ou secundário) na co-denominação das suas cidades sagradas: Tula-Teotihuakan, etc. Podemos definir, pois, a seguintehierarquia de centros, com sua natureza, funçõese respectivas divisões:


a. Shambala ..... o Centro primordial.... Divindade ...... “Palácio” ...... “3”
b. Agartha ........ o Centro secundário... Hierarquia ...... “Templo” ..... “7”
c. Vaikuntha ... o Centro terciário........ Humanidade .. “Escola” ..... “12”

Os exaltados mistérios de Agartha configuram a essência da revelação das raças terminais (como sucede com a sétima sub-raça árya, a América do Sul), porque anunciam a chegada do Reino de Deus. Por isto, tais sub-raças se destinam a organizar uma primorosa Geosofia, ou geografia sagrada, para fazer um contraponto-de-equilíbrio com a Teosofia divina, uma vez que a manifestação da cultura também deve ser sagrada, e assim todos poderem rezar em paz: “assim no céu como na terra”.
Assim sendo, Agartha representa várias coisas: uma região, um centro de luz, um governo espiritual, uma assembléia de sábios, um mito geográfico, um caminho iogue... É acima de tudo uma fundação espiritual, destinada a organizar uma raça-raiz no começo dos tempos raciais. Agartha em si, se trata basicamente de um grupo apostólico, ou de uma reunião de rishis exaltados. Porém, existe acima e abaixo dela outras forças e formas, a ele conectadas. Acima, está o Rei do Mundo, abaixo está a raça-raiz -e tudo isto está presente nos tankas tibetanos.

Leia também
A Jornada Agarthina
Agartha - o chakra social da Sinarquia

Assista ao vídeo
Agartha: Mito, Mística & História



Luís A. W. Salvi é escritor holístico, autor de cerca de 150 obras sobre a transição planetária.
Editorial Agartha: www.agartha.com.br
Contatos: webersalvi@yahoo.combr, Fone (51) 9861-5178

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