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A nova arquitetura de Cavernas: preparações para a “raça futura”

É de amplo conhecimento as lendas que existem sobre sociedades que vivem nos subterrâneos do planeta. Algumas obras tem imortalizado esta ideia, como a célebre “A Raça Futura” de Edward Bulwer-Lytton, publicada em 1871, influenciando o surgimento da ficção científica moderna e inspirando teorias ocultistas e esotéricas posteriores sobre civilizações intraterrenas como Agartha ou Shambhala. Adiante regressaremos ao tema para tratar de suas dimensões proféticas.

Esta obra surgiu na esteira de teorias que vinham sendo alimentadas desde o Século XVII, passando pelas obras de Jules Verne e de Edgar Rice Burroughs, até culminar na também celebre “A Terra Oca” de Raymond Bernard em 1960 que influenciou a cultura pop atual.

Casa na aldeia Matmat, Tunísia

Não obstante, mesmo no registro histórico houveram e ainda existem sociedades vivendo nos subterrâneos, ainda que não de forma absolutamente secreta ou remota, e não estamos falando de cavernas comuns. Este recurso tem sido muitas vezes usado como forma de defesa e até como proteção contra as intempéries. O exemplo mais célebre é Derinkuyu na Turquia, porém a vila de Matmat na Tunísia é um bom exemplo de aldeamento subterrâneo popular que tem atravessado incolumemente gerações.

Ainda assim, à primeira vista estas ideias nos soariam como algo bastante exótico, desconectadas da realidade das sociedades modernas e de massas. Ao mesmo tempo em que vivemos positivamente um mundo em grandes transformações. E pelo que tudo indica, o mundo futuro será realmente muito diferente do atual! Talvez esta seja a última geração que está vendo o planeta como é hoje.

Mudanças em curso

Ora, com o acirramento das crises climáticos no planeta, especialmente o aumento de calor tornando a existência humana bastante difícil na superfície da terra, e até mesmo diante de eventuais cenários de resíduos químicos ou atômicos de guerras, é muito natural que a humanidade volte a olhar para este recurso que a mãe terra sempre lhe ofereceu e que teve até um papel importante no decurso da evolução primitiva da espécie humana.

Hoje em dia já existem propostas exóticas de casas mais ou menos luxuosas aproveitando cavernas ou rochedos encavados, como uma espécie de modismo inocente. Porém, aquilo que veremos acontecer num futuro breve é totalmente diferente, porque terá iniciado toda uma ampla escavação de túneis com objetivos vários especialmente para fins de residência civil, inaugurando toda uma nova tendência de arquitetura “agarthina”.

Minas abandonadas

Existe ademais todo um universo não explorado nos subterrâneos do planeta, atualmente bastante protegidos por leis ambientais. Há inclusive rios inteiros correndo sob o solo que muitas vezes regurgitam na superfície para alimentar cidades e outros rios. Contudo não tardará para que estas leis sejam afrouxadas, ainda que muita coisa também deverá acontecer inicialmente nas sombras por iniciativas militares e de elites, que atualmente ainda se limitam a criar bunkers luxuosos em muitas partes do planeta. De um modo ou de outro, as pessoas também descobrirão estes locais secretos e começarão a explorá-los. Provavelmente para os populares serão destinados locais mais insalubres e inseguros como minas abandonadas.

A par disto, locais elevados como planaltos e montanhas também serão mais valorizados. A produção de cavernas populares em escala tem sido desde há muito uma atividade corrente nos Himalaias. Da mesma forma que se buscarão cada vez mais as latitudes mais altas na direção dos polos. Inclusive muitas áreas altas hoje geladas como Groenlândia, Alaska e Sibéria estão ampliando rapidamente as suas áreas verdes, tal como a própria Antártida, ainda que tal situação também venha a descortinar várias situações críticas locais e para todo o planeta, como liberação de gases de permafrost e atividades vulcânicas acrescentadas. O próprio degelo das montanhas não será apenas algo pacífico e gradual, como temos visto nos recentes acontecimentos catastróficos do Nepal.

Anunciando a “raça futura”

Seja como for, o futuro reserva realmente para a humanidade um cenário troglodítico que ela até agora não vislumbra, orgulhosa de suas conquistas tecnológicas e arquitetônicas que serão altamente comprometidas pelas severas mudanças climáticas que acontecerão, exigindo todo um redesenho dos recursos da civilização que não poderá deixar de passar fortemente pelos subterrâneos do planeta.

Na realidade as mudanças muitas vezes até nem serão tão sentidas como se poderia imaginar num primeiro momento, uma vez que a humanidade tem mesmo se acostumado a viver longe da Natureza e enclausurada em apartamentos e shopping centers. Há inclusive sociedades modernas bastante habituadas a viver em subterrâneos por razões climáticas (como no Canadá, imagem acima) ou de segurança (como na China). Mesmo nossas propostas de cidades novas (cidades da luz, cosmópolis etc.) previam idealmente contar com subterrâneos gerais para diferentes finalidades.

Então estes novos cenários cavernícolas que se anunciam devem ser encarados com certa naturalidade e muitas vezes sequer demandarão uma grande transição. Com toda a tecnologia acumulada pela humanidade, certamente esta nova cavernização cultural será muito diferente daquelas realizadas em outros tempos.

Ainda assim os desafios poderão ser grandes para a saúde humana, limitando atividades humanas como esportes e áreas de agricultura. Em contrapartida, dificilmente o futuro reservará tantos recursos para o acúmulo e o desperdício de riquezas como acontece hoje, ainda que iniciativas mirabolantes também estarão muito em voga como os esforços de colonizar outros planetas.

De modo que todo este quadro futuro configurará tão somente um cenário crítico de transição planetária, onde os esforços espirituais serão bastante redimensionados visando a liberação humana das cadeias do planeta, naquilo que se refere às condições planetárias de curto ou médio prazo.

Desde a pré-História da humanidade, as cavernas tem sido usadas como templos sagrados. A configuração de uma nova civilização cavernícola representa uma poderosa indicação de uma sociedade destinada à iluminação, porque as suas condições de vida estão direcionadas para as coisas da transcendência.

Neste artigo, vislumbramos ser possível desenhar um quadro amplo e razoável para um novo futuro cavernícola da humanidade, que já se acha na atualidade em franca preparação. De modo que a ideia de uma novos sociedade troglodita avançada mostrar-se perfeitamente possível, e isto nos leva a retornar à citada obra de Sir E. Bulwer-Lytton citada de início com suas eventuais dimensões proféticas, e cujo título original é na realidade “Vril, o Poder da Raça Futura". Sir Bulwer-Lytton era um político e escritor profícuo com muitas obras importantes e uma boa penetração no universo dos mistérios, sua também famosa obra “Zanoni” representa clássico absoluto da literatura esotérica e Rosacruz.

A energia Vril, que dá nome à raça Vril-ya, era uma energia de amplo uso para questões de tecnologia e de saúde. A obra apresenta uma sociedade subterrânea igualitária mas também hierarquizada. Este é também o momento de falar sobre o acesso a novas energias.

Ora, o simbolismo das cavernas é muito próprio ao cultivo das energias, sendo um dos grandes símbolos do coração, que é o chakra que a nova raça está destinada a despertar. Estamos falando nada menos que a própria iluminação espiritual, a quarta iniciação, ainda que um resgate da terceira iniciação que definiu a raça arya também traga referências nesta direção. Acontece que esta transfiguração espiritual aporta já um grande acréscimo de energia individual e empodera o ser humano para grandes realizações. Isto é importante porque, quando alguém avança para alcançar a iluminação, por regra também desencarna deste mundo para sempre. Aqueles que todavia sobrevivem às provações desta iniciação adquirem um alto poder de cura espiritual, porque usam-no para a sua própria cura antes de tudo o mais. Na sequência podem tornar-se grandes videntes e galgar novas iniciações superiores.

Com tudo isto, temos um quadro bastante próximo das intuições do célebre autor inglês que adquire assim ares proféticos. E tudo isto também vem ao encontro de uma profecia análoga vinda de outro autor, político e aventureiro polonês que foi F. Ossendowsky. Sua obra “Bestas, Homens e Deuses” narra o seu contato com os lamas da Mongólia, onde é informado através dos círculos do monarca Bogdo Khan sobre uma profecia da vinda dos povos agarthinos desde os subterrâneos da terra para orientar a humanidade nos tempos futuros. As lendas sobre o Rei do Mundo são famosas no budismo tibetano, envolvendo também a batalha final de Shambhala. Esta profecia também está datada: ela anuncia tais acontecimentos para o ano próximo de 2019.*

A Batalha Final de Shambhalla

 Será esta a data em que a humanidade descobrirá que o seu futuro voltará a depender de regressar para as entranhas da Mãe Terra, quiçá para gestar ali o sonho de uma nova humanidade?!

 

*Fontes tradicionais afirmam que a batalha final de Shambhala ocorrerá no ano 3304 após a morte de Gautama o Buda, o que nos leva por sua vez ao ano de 2424 ou 2425 d.C. – ainda que a data exata da morte histórica do Buda varia drasticamente entre as diferentes escolas budistas, com margens que flutuam em centenas de anos.


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Sobre o Autor

Luís A. W. Salvi (LAWS) é estudioso dos Mistérios Antigos há mais de 50 anos. Especialista nas Filosofias do Tempo e no Esoterismo Prático, desenvolve trabalhos também nas áreas do Perenialismo, da Psicologia Profunda, da Antropologia Esotérica, da Sociologia Holística e outros. Tem publicado já dezenas de obras pelo Editorial Agartha, além de manter o Canal Agartha wTV.  




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