O Brasil com seu vasto território possui muitos sistemas espeleológicos importantes. E até onde se sabe, os seus maiores complexos de cavernas encontram-se nas bordas do seu Planalto Central (ver mapa abaixo) - trata-se de uma derivação paralela à formação das grandes bacias do país em função da absorção de águas pluviais pelo solo poroso do Planalto; onde também ocorrem fenômenos como as dolinas (buracos por erosão do solo) e lagos de águas azuis, entre outros.
Esta informação já reúne dois conceitos agarthinos, que são a centralidade geográfica (zonas intracontinentais) e os subterrâneos geológicos (as cavernas). Ambas as situações tem fomentado e possibilitado muitas vezes a preservação da cultura tradicional diante das conjunturas históricas ou climáticas adversas - na Turquia por exemplo, onde cidades inteiras foram construídas sob a superfície, ou nas vilas subterrâneas da Tunísia. E ainda podemos encontrar naturalmente nestas regiões um terceiro vetor agarthino na forma dos polos geográficos e geodésicos do país e até do Continente, geralmente assinalados por cidades. Tudo isto ressoa a uma certa mística de centro e portanto uma tradicional metáfora do coração, que é uma das razões pelas quais as cavernas são empregadas como santuários desde a mais remota pré-história humana.
Temos assim em termos espeleológicos neste contexto, as regiões de Nobres e da Serra do Roncador no Mato Grosso (onde tem sido forte a mística cavernícula) e a região de Bonito no Mato Grosso do Sul, assim como no Peruaçu e em Cordisburgo em Minas Gerais, além do Vale do Ribeira entre os Estados de São Paulo e Paraná mais ao Sul. Para o Norte destacam-se o município de Aurora do Tocantins no Estado homônimo, o Parque Nacional da Serra da Capivara e Sete Cidades no Piauí e ainda o Parque Nacional de Ubajara no Ceará.
Contudo, os complexos mais importantes e grandiosos situam-se nos entornos do Espigão Mestre (também conhecida localmente como Serra Geral de Goiás ou Chapadão do Oeste Baiano), que divide os Estados de Goiás e Bahia. Ali temos pelo lado ocidental goiano as grandes cavernas de Terra Ronca e mais ao Sul as de Mambaí. Lembrando que Goiás abriga também os pontos mais altos do Planalto Central nas regiões de Alto Paraíso, Pirenópolis e Cristalina. Pelo lado oriental bahiano tem-se não apenas cavernas como também a ressurgência de rios subterrâneos nas localidades São Desidério, Correntina e Bom Jesus da Lapa. Tão grandes são alguns destes sistemas espeleológicos que parte deles ainda não têm sido mapeados. Naturalmente algumas das cavernas mais profundas do Brasil também localizam-se nestas regiões (em Terra Ronca). As mais longas até agora descobertas situam-se porém em Campo Formoso, pouco acima da Chapada Diamantina, Bahia. E são nestas mesmas regiões -estendendo-se até a citada Chapada- que as cavernas têm sido já usadas em contextos políticos e policiais por jagunços e cangaçeiros em diferentes frentes de batalhas. Para não mencionar é claro os indígenas e os trogloditas do passado que fizeram amplo uso de muitos destes locais.
Hoje convivemos com a emergência de uma conhecida profecia agarthina: a batalha espiritual de Shambhala e a vinda dos povos de Agartha desde as suas regiões secretas para liderar a humanidade nos rumos de uma Nova Era. Embora o Brasil esteja distante das culturas de raiz tibetana, isto não afasta a ideia de que a espiritualidade esteja assinalando estas regiões do Ocidente para fazer emergir um novo momento da Civilização. Lembremos que décadas atrás chamamentos foram realizados na direção do Planalto Central brasileiro, e muitos atenderam a estes apelos na esteira da criação de Brasília. Acaso a região não terá contribuído para formar, desde então, lideranças capazes de orientar a nação na direção do seu futuro predestinado?
Imagens: Parque Estadual de Terra Ronca, mapa aproximado do Planalto Central e simulação de IA com cangaçeiros.
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Sobre o Autor
Luís A. W. Salvi (LAWS) é estudioso dos Mistérios Antigos há mais de 50 anos. Especialista nas Filosofias do Tempo e no Esoterismo Prático, desenvolve trabalhos também nas áreas do Perenialismo, da Psicologia Profunda, da Antropologia Esotérica, da Sociologia Holística e outros. Tem publicado já dezenas de obras pelo Editorial Agartha, além de manter o Canal Agartha wTV.


























